Nikolas propõe ampliar fiscalização da Câmara sobre STF
Brasília, Sexta, 26 de junho de 2026
Política

Nikolas propõe ampliar fiscalização da Câmara sobre STF

Deputado quer permitir envio de requerimentos de informação ao Judiciário

Nikolas Ferreira
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) protocolou na Câmara dos Deputados uma proposta de alteração do regimento interno para ampliar os mecanismos de fiscalização do Legislativo sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e outros órgãos do Judiciário.

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O projeto foi apresentado na quarta-feira (6) e prevê que deputados possam encaminhar requerimentos de informação diretamente ao Judiciário. Atualmente, esse tipo de instrumento é restrito ao Poder Executivo, incluindo ministérios, Presidência da República e agências reguladoras.

Segundo Nikolas Ferreira, a medida busca ampliar a transparência sobre atos administrativos e de gestão em instituições como STF, Ministério Público e Tribunais de Contas.

“Essa ausência não se justifica, mormente (principalmente) se se considera que já há previsão regimental para indicação, proposição mais incisiva, que tem o condão de sugerir conduta”, afirmou o deputado no texto do projeto. “Com ainda mais razão, o requerimento de informação, instrumento republicano para se incutir transparência, deveria ser aceito para atos administrativos e de gestão dos órgãos do Judiciário.”

A proposta estabelece que os pedidos deverão se limitar a informações administrativas, orçamentárias, financeiras, operacionais, patrimoniais e correicionais. O texto veda interferência em processos judiciais, investigações e decisões jurisdicionais.

Segundo o parlamentar, “a medida expressamente evita interferir em decisões judiciais, manifestações funcionais, procedimentos investigatórios, atos de controle externo ou no exercício das funções constitucionais próprias dessas instituições. Seu alcance restringe-se a informações relativas à gestão administrativa, orçamentária, financeira, operacional, patrimonial e correcional”.

Caso avance, a proposta poderá permitir que deputados solicitem informações sobre despesas administrativas do STF, incluindo gastos com viagens internacionais, passagens, hospedagens e diárias de segurança de ministros.

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