O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) negou nesta terça-feira (3) qualquer ligação com o empresário Daniel Vorcaro após a divulgação de que utilizou um jato vinculado ao dono do Banco Master durante compromissos políticos no segundo turno das eleições de 2022.
Mais cedo, reportagem do Jornal O Globo revelou que a aeronave, um Embraer 505 Phenom 300, foi usada na caravana “Juventude pelo Brasil”, que percorreu capitais do Nordeste, além de cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília, entre 20 e 28 de outubro daquele ano. À época, Vorcaro era sócio da empresa proprietária do avião, a Prime You.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Nikolas afirmou que desconhecia a identidade do proprietário da aeronave e que não teve qualquer relação pessoal ou comercial com o empresário.
“Eu nunca apertei a mão de Vorcaro, nunca estive com ele e não tenho nenhum tipo de negócio com ele ou com o Master”, declarou.
Segundo o deputado, sua participação se limitou aos eventos políticos para os quais foi convidado.
“Há quatro anos, fui chamado para participar de um evento chamado Juventude pelo Brasil. Quem fez a logística não fui eu. Contrataram uma empresa para o transporte, e eu não contratei ninguém”, afirmou.
Ele questionou as críticas: “A narrativa agora é que eu sou responsável por um ato futuro de alguém? Como que eu vou prever isso?”
A caravana tinha como objetivo mobilizar eleitores em regiões onde o então candidato Lula (PT) havia obtido maioria no primeiro turno, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Como os compromissos não integravam oficialmente a campanha presidencial, o uso da aeronave não foi declarado à Justiça Eleitoral.
Nikolas também rebateu insinuações de irregularidade e atribuiu a repercussão ao cenário político atual.
“É ano eleitoral. Eles estão malucos para tentar achar qualquer coisa contra mim”, disse. O parlamentar afirmou ainda que assinou pedido de criação de uma comissão parlamentar para investigar o caso no Congresso e criticou partidos de esquerda por não apoiarem a iniciativa.
Ao encerrar a manifestação, o deputado declarou que continuará se defendendo publicamente. “Cada um responde pelo próprio CPF”, afirmou.
