Em edição do programa Alive transmitida nesta semana, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e o jornalista Claudio Dantas criticaram duramente o andamento da Ação Penal 2668, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe.
A fase de interrogatórios terminou na 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) com depoimentos que, segundo Cleitinho, confirmam que “não houve nem tentativa de golpe”. O parlamentar classificou o processo como uma narrativa forçada com fins eleitorais. “Se tivesse eleição hoje, o Bolsonaro ganhava do Lula”, afirmou.
O senador também relembrou episódios da campanha de 2022 e apontou interferência do TSE no resultado eleitoral, citando as inserções de rádio não veiculadas a favor da campanha bolsonarista no Nordeste. Cleitinho afirmou que o país está parado em uma pauta artificial, enquanto o governo Lula enfrenta crise econômica, fome, desemprego e tentativa de aumento de impostos.
Claudio Dantas, por sua vez, criticou o papel da Procuradoria-Geral da República. “A PGR fez um trabalho de lixo”, disse. Para ele, o órgão apenas assinou o relatório da Polícia Federal sem verificar provas ou checar acusações de delatores.
O jornalista também apontou falhas estruturais no sistema de Justiça Eleitoral, onde o TSE atua como organizador e julgador do próprio processo. “O Moraes hoje acumula a função de acusador, vítima e juiz”, afirmou.
Dantas destacou ainda que o próprio Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, negou qualquer plano de golpe e declarou que as conversas envolviam avaliações jurídicas em caso de fraude eleitoral. “Avaliar medidas legais diante de fraude não é crime”, concluiu.
A defesa do ex-presidente considera que os interrogatórios desmontaram a denúncia. Parte dos advogados já prepara pedidos de arquivamento, alegando falta de materialidade e abuso de autoridade por parte dos investigadores.
