Delegado conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Delegado conclui pela 2ª vez que não houve interferência de Bolsonaro na PF

Relatório da PF sob Lula reforça ausência de provas de interferência na corporação

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) concluiu pela 2ª vez que não há indícios de crime do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação sobre suposta interferência política na corporação. A informação é do jornal O Estadão.

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A nova conclusão ocorre após reabertura do caso em outubro do ano passado, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

O caso foi aberto em 2020 a partir das declarações do ex-ministro Sergio Moro ao deixar o governo Bolsonaro. Na ocasião, o ex-juiz da Lava Jato afirmou ter sofrido pressão para mudanças em cargos de comando da PF.

A corporação já havia arquivado a investigação no governo Bolsonaro, com aval do então procurador-geral Augusto Aras. Agora, sob a gestão de Lula, revisou as provas e manteve o entendimento de ausência de elementos para acusação.

“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 -CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”, escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo.

Segundo o relatório, a PF chegou a solicitar ao STF o compartilhamento de provas do inquérito das fake news que indicassem interferência, mas Moraes afirmou que não havia provas disso no inquérito.

A conclusão também aponta que eventuais suspeitas podem ser analisadas em outros inquéritos sob relatoria de Moraes.

O caso agora está com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que decidirá sobre novas diligências ou arquivamento definitivo do caso.

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