Tarcísio de Freitas marcou um gol de pênalti, apitado por Gilberto Kassab, durante uma partida de futebol no Pacaembu com prefeitos do interior. Parece jogo combinado, a metáfora perfeita de sua pré pré-candidatura à Presidência. Aqui a vida imita a vida. A arte é a do tapetão.
Não que o governador de São Paulo não tenha seus méritos, mas confrontar o regime não me parece ser um deles. Enquanto Tarcísio batia bola com o sistema, Alexandre de Moraes determinava vigilância integral da casa de Jair Bolsonaro, a pedido de Lindbergh Farias, que joga no time rival.
Na metáfora, o que Moraes fez foi mandar o camisa 10 para o vestiário, o trancou lá e ainda mandou os seguranças ficarem na porta.
No fim da noite, o delegado Andrei Rodrigues, ponta esquerda que atua como árbitro auxiliar, ainda pediu para colocar homens da Polícia Federal dentro da casa do ex-presidente, onde ele divide o teto com a mulher e a filha menor de idade. Não há fair play, só lawfare mesmo.
Não esperem que Tarcísio, no máximo um camisa 7, vá pedir VAR ou reclamar na imprensa durante o intervalo. Já está no esquenta para a final de 2026, na expectativa de que Moraes, como Kassab, lhe apite um pênalti aos 45 minutos do segundo tempo. Pode até levar a Bola de Ouro, mas sob vaias da torcida.
