Musk vs Trump: quem é Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Musk vs Trump: quem é Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual

Documentos dos EUA apontam CPF ativo de Jeffrey Epstein no Brasil

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Por Redação

Bilionário foi encontrado morto na cadeia

Na escalada da briga contra Trump, Elon Musk publicou em seu perfil no X que o presidente do EUA “está nos arquivos de Epstein“. O ex-amigo acusou o presidente americano de fazer parte de uma esquema de exploração de menores.

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“É hora de soltar a bomba”, escreveu. “Essa é a verdadeira razão pela qual os arquivos não foram tornados públicos”. 

Não é a primeira vez que o nome de Trump é associado a Jeffrey Epstein. Ele já havia sido mencionado anteriormente em documentos relacionados ao caso, embora nunca tenha sido acusado formalmente de qualquer crime. Em janeiro de 2014, um processo contra Ghislaine Maxwell, ex-namorada de Epstein, teve seu sigilo retirado. Entre os documentos, estava o depoimento de Johanna Sjoberg, uma das vítimas, que relatou que Epstein sugeriu ligar para Trump durante uma viagem em 2001.

Outros nomes de destaque também aparecem em processos de Epstein, como o do ex-presidente Bill Clinton e o do príncipe Andrew, do Reino Unido. Ambos negam qualquer envolvimento em crimes.

Jeffrey Epstein era um investidor bilionário conhecido por suas amizades com políticos, atores de Hollywood e americanos ricos. Ele iniciou sua carreira como professor de matemática em Nova Iorque, antes de ingressar no banco Bear Stearns, onde construiu sua fortuna e sua extensa rede de contatos.

Em 1982, Epstein criou sua própria empresa de investimentos, a J. Epstein and Co, que aceitava apenas clientes com ativos acima de US$ 1 bilhão. O empresário rapidamente se tornou conhecido por suas grandes e luxuosas festas em mansões. Personalidades como o príncipe Andrew, o próprio Trump, o cineasta Harvey Weinstein e o ator Kevin Spacey — todos acusados de crimes sexuais — eram frequentadores dessas festas.

Em uma entrevista à revista New Yorker, em 2002, o então empresário Donald Trump elogiou Epstein e afirmou que era divertido participar de suas festas. “Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são mais jovens. Não há dúvida: Jeffrey gosta de sua vida social“, disse.

Em 2005, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram o empresário por abuso sexual. O depoimento da adolescente mostrou que outros dois menores estavam presentes no momento do crime. Até aquele momento, a polícia do estado da Flórida já havia identificado cerca de 30 possíveis vítimas.

Segundo o processo, publicado pelo jornal Miami Herald, a maioria das meninas moravam em bairros pobres. O empresário oferecia dinheiro em troca de massagens em sua casa, oferta que frequentemente culminava em abuso.

Em 2008, Epstein declarou-se culpado das acusações, mas firmou um acordo para indenizar as vítimas e permanecer em liberdade. O caso voltou à tona em 2019, e o acordo foi considerado ilegal e desfeito, levando o empresário novamente aos tribunais.

Em julho daquele mesmo ano, Epstein foi preso acusado de traficar meninas, explorá-las sexualmente e até pagá-las para coagir outras adolescentes a irem à sua casa. Ele negou todas as acusações, alegando que as vítimas eram maiores de idade e que o ato sexual era consensual.

Em agosto de 2019, o empresário foi encontrado morto em sua cela com indícios de suicídio. Dois dias antes de sua morte, Epstein deixou um testamento declarando um patrimônio de US$ 577 milhões.

Com a morte de Epstein, as acusações contra ele foram retiradas. No entanto, os procuradores afirmaram outras pessoas poderiam estar envolvidas no esquema. Advogados das vítimas também prometeram buscar indenização nos tribunais.

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