Thaisa Hoffmann Jonasson preferiu ficar em silêncio ao depor na CPMI do INSS nesta quinta-feira (23)
Thaisa Hoffmann Jonasson depôs na CPMI do INSS nesta quinta-feira (23), onde foi questionada sobre sua relação com o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Ribeiro de Oliveira Filho. Ela é esposa dele e ambos são investigados em um esquema de desvios que afetou a Previdência Social.
Durante seu depoimento, nesta quinta-feira (23),Thaisa foi questionada sobre um apartamento de R$ 28 milhões, que reservou em Balneário Camboriú. Ao Longo da investigação pela CPMI do INSS, ela foi convocada a esclarecer sobre o uso de recursos que foram movimentados por empresas relacionadas ao ex-procurador, que estão envolvidas em um esquema de desvios de aposentadorias.
Thaisa afirmou que os valores recebidos foram fruto de serviços de consultoria e pesquisa médica, mas não forneceu detalhes sobre o uso dos recursos. A investigação também revelou que a reserva do imóvel sugere um crescimento patrimonial significativo, indicando que os ganhos da família podem ser ainda maiores do que se sabe até agora.
Thaisa administrava empresas suspeitas e foi acusada de receber valores milionários de empresas ligadas ao “Careca do INSS”. Durante o depoimento, ela optou por permanecer em silêncio, mas a CPMI teve a oportunidade de questioná-la sobre o crescimento patrimonial e a origem dos recursos recebidos.
Segundo as apurações, Virgílio teria recebido cerca de R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às associações sob suspeita. Parte dos valores teria sido repassada por meio da conta de Thaisa. Thaisa é sócia da THJ Consultoria Ltda. e de outras empresas, foi questionada sobre transações financeiras ligadas ao esquema, mas preferiu ficar em silêncio.
