Em nove meses, foram 147 pedidos de urgência aprovados, mais que no mesmo período da gestão anterior
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assumiu o comando da Casa prometendo fortalecer as comissões permanentes, mas o que se vê é o oposto.
Em apenas nove meses de gestão, Motta aprovou 147 requerimentos de urgência, o que levou boa parte das discussões diretamente ao plenário e deixou os colegiados esvaziados.
A prática, comum nos tempos de Arthur Lira (PP-AL), continua firme. Na comparação, entre fevereiro e outubro de 2023, a Câmara havia aprovado 137 pedidos de urgência.

Em 2022, foram 90. Na prática, isso significa menos análise técnica e mais decisões tomadas sob pressão política.
Deputados de diferentes partidos vêm reclamando que o plenário virou um “rolo compressor”, onde projetos são votados rapidamente, sem o debate detalhado que as comissões garantem.
Motta, por sua vez, defendeu a estratégia.
Questionado em plenário, afirmou que a medida é necessária em temas urgentes, como segurança pública. “Essa é uma demonstração clara de que nós precisamos responder com veemência, com firmeza… o combate ao crime organizado e às facções criminosas”, disse o presidente da Câmara em resposta ao deputado General Girão (PL-RN).
