Urgente: Motta indefere indicação de Eduardo Bolsonaro como líder
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Urgente: Motta indefere indicação de Eduardo Bolsonaro como líder

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano e foi recentemente denunciado pela PGR pela prática do crime de coação no curso do processo
Foto: Reprodução/YouTube

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Decisão mantém faltas do deputado em aberto e risco de perda de mandato

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados rejeitou hoje (23) a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em autoexílio nos Estados Unidos, para o cargo de líder da minoria. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

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Isso significa que Eduardo segue com as faltas contabilizadas e pode perder o mandato. O regimento prevê cassação para quem acumula mais de um terço de ausências não justificadas em sessões deliberativas. No início do mês, Eduardo já somava 18 faltas em 32 sessões.

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) anunciou que estava renunciando ao cargo em favor de Eduardo Bolsonaro
A deputada Caroline de Toni (PL-SC) anunciou que estava renunciando ao cargo em favor de Eduardo Bolsonaro

Na semana passada, a líder da minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC), renunciou ao cargo em uma manobra para tentar preservar o mandato de Eduardo Bolsonaro. A intenção era que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumisse a posição.

Em parecer, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara argumentou que a falta de comunicação prévia de afastamento por parte de Eduardo constitui uma “violação”, além de apontar que a atuação de liderança demanda “presença física do parlamentar”.

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DO PARECER

Eduardo no Conselho de Ética

O Conselho de Ética da Câmara deve abrir hoje o processo contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar. Na reunião, o colegiado irá formar uma lista tríplice para escolher o relator da representação, apresentada pelo PT em agosto.

No pedido, petistas acusam o deputado de atentar contra a soberania nacional e as instituições democráticas. O partido também quer que Eduardo perca o mandato por não respeitar o prazo máximo da licença parlamentar, de 120 dias.

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