Decisão mantém faltas do deputado em aberto e risco de perda de mandato
A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados rejeitou hoje (23) a indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em autoexílio nos Estados Unidos, para o cargo de líder da minoria. A decisão foi tomada pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Isso significa que Eduardo segue com as faltas contabilizadas e pode perder o mandato. O regimento prevê cassação para quem acumula mais de um terço de ausências não justificadas em sessões deliberativas. No início do mês, Eduardo já somava 18 faltas em 32 sessões.

Na semana passada, a líder da minoria, deputada Caroline de Toni (PL-SC), renunciou ao cargo em uma manobra para tentar preservar o mandato de Eduardo Bolsonaro. A intenção era que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumisse a posição.
Em parecer, a Secretaria-Geral da Mesa da Câmara argumentou que a falta de comunicação prévia de afastamento por parte de Eduardo constitui uma “violação”, além de apontar que a atuação de liderança demanda “presença física do parlamentar”.
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Eduardo no Conselho de Ética
O Conselho de Ética da Câmara deve abrir hoje o processo contra Eduardo por quebra de decoro parlamentar. Na reunião, o colegiado irá formar uma lista tríplice para escolher o relator da representação, apresentada pelo PT em agosto.
No pedido, petistas acusam o deputado de atentar contra a soberania nacional e as instituições democráticas. O partido também quer que Eduardo perca o mandato por não respeitar o prazo máximo da licença parlamentar, de 120 dias.
