Motta diz que Judiciário "cumpre papel" após operação contra deputados do PL
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Motta diz que Judiciário “cumpre papel” após operação contra deputados do PL

Hugo Motta afirma que Judiciário cumpre seu papel após operação contra deputados do PL e diz que Câmara não protege irregularidades

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Presidente da Câmara afirma que Casa não protege irregularidades e defende diálogo para conter excessos

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (19) que o Judiciário “está cumprindo o seu papel” ao autorizar a operação que teve como alvos os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ). Segundo Motta, a Câmara não irá proteger irregularidades, mas acompanhará o caso e dialogará diante de eventuais excessos.

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A declaração foi feita após a deflagração da operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que resultou em mandados de busca e apreensão contra os parlamentares do PL do Rio de Janeiro.

“Eu não vou fazer pré-julgamento. Não sei ainda a motivação nem o alcance da busca. Recebi apenas a ligação do diretor-geral da Polícia Federal informando sobre a operação. Pelo que foi dito, trata-se de investigação sobre questão de gabinete, mas não quero antecipar qualquer avaliação”, afirmou Motta, durante café da manhã com jornalistas.

O presidente da Câmara disse que é natural que não haja satisfação diante de investigações contra parlamentares, mas ressaltou que o Legislativo não deve se colocar como escudo.

“A Câmara não tem compromisso em proteger aquilo que não é correto. Ninguém fica feliz quando um colega é alvo do Judiciário, mas o Judiciário está cumprindo o seu papel e não vamos defender o que não se pode defender”, disse.

Motta acrescentou que, se houver exageros por parte do STF, a atuação deve ocorrer por meio do diálogo institucional entre os Poderes.

“Se existir algum exagero ou exacerbação, cabe ao presidente da Câmara dialogar com o Supremo, com equilíbrio e serenidade, posicionando a Casa com firmeza para evitar possíveis abusos”, declarou.

A Polícia Federal investiga suspeita de desvio de recursos da cota parlamentar em benefício próprio, por meio de servidores comissionados ligados aos gabinetes de Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy. Ambos negam irregularidades. Jordy afirmou nas redes sociais que é alvo de “perseguição” e “pesca probatória”.

Motta também comentou a relação entre Legislativo e Judiciário ao longo do ano, marcada por investigações envolvendo emendas parlamentares. Citou operação recente em gabinete ligado à presidência da Câmara e afirmou que apurações devem ocorrer sem generalizações.

“Se houver irregularidades, elas devem ser investigadas e punidas. O que não é salutar é generalizar”, afirmou.

O presidente da Câmara ainda falou sobre questionamentos envolvendo seu próprio gabinete, após reportagem apontar acúmulo de funções por servidoras. Segundo ele, as providências foram adotadas assim que o caso veio à tona.

“Determinei o afastamento e a apuração. O Tribunal de Contas da União já se manifestou, e o gabinete está à disposição dos órgãos de controle e da imprensa para prestar esclarecimentos”, disse.

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