Moraes suspende inquérito que investigava remoção de corpos após megaoperação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes suspende inquérito que investigava remoção de corpos após megaoperação

Segundo a corporação, a apuração buscava identificar ordens de facção criminosa que teriam orientado a remoção de corpos
Segundo a corporação, a apuração buscava identificar ordens de facção criminosa que teriam orientado a remoção de corpos. Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Ministro também determinou preservação de imagens de câmeras corporais e envio de laudos das vítimas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou nesta segunda-feira (10) a suspensão imediata do inquérito aberto pela 22ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro que investigava moradores por fraude processual após a remoção de corpos de uma área de mata nos complexos do Alemão e da Penha.

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A decisão ocorre após denúncias de supostos abusos e irregularidades cometidas durante a Operação Contenção, realizada contra o Comando Vermelho (CV) em 28 de outubro, que deixou 121 mortos (incluindo quatro policiais).

Segundo Moraes, o delegado responsável pelo caso tem 48 horas para explicar ao STF os motivos que levaram à instauração da investigação.

O ministro também ordenou que sejam preservadas todas as gravações das câmeras corporais utilizadas por policiais civis e militares durante a ação, além do envio de laudos periciais das vítimas, com registros fotográficos e coleta de projéteis.

Polícia Civil nega investigação contra familiares

Em nota, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que cumprirá a decisão do STF e afirmou que o inquérito “não se trata de investigação contra familiares de mortos”.

Segundo a corporação, a apuração buscava identificar ordens de facção criminosa que teriam orientado a remoção de corpos e retirada de fardamentos para descaracterizar vínculos com o tráfico de drogas.

O inquérito havia sido aberto após relatos de que moradores removeram corpos da área de mata, o que, de acordo com a polícia, poderia configurar fraude processual por alteração da cena do crime.

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