Moraes também manda PF preservar postagens nas redes sociais de Eduardo
O ministro Alexandre de Moraes decidiu nesta terça-feira (8) prorrogar por mais 60 dias o inquérito que investiga a atuação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
A ampliação do prazo atende a um pedido feito pela Polícia Federal na última quarta-feira (3), que alegou necessidade de continuidade nas investigações e diligências ainda não concluídas.
O inquérito foi instaurado em 26 de maio a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O procurador-geral Paulo Gonet apontou a possibilidade de Eduardo ter cometido crimes como coação, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito.
Segundo a PGR, o parlamentar pode ter atuado junto a autoridades estrangeiras, em solo americano, contra integrantes do próprio STF, da PGR e da Polícia Federal.
Além da prorrogação do inquérito, Moraes determinou que a PF monitore e preserve as postagens feitas por Eduardo Bolsonaro nas redes sociais que possam ter relação com os crimes investigados.
Na véspera da decisão do STF, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação, Trump afirmou que o Brasil está fazendo uma “coisa horrível” com o tratamento dado ao ex-chefe do Executivo.
Na segunda-feira (7), as empresas pediram novamente a citação de Moraes, agora indicando um endereço no Brasil para entrega do mandado judicial. Segundo avaliação de advogados americanos que colaboram com a AGU, a nova movimentação aponta para uma possível solicitação de citação por meio de canais oficiais de cooperação jurídica internacional.
