Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital

Moraes manda notificar Eduardo Bolsonaro por edital, desmembra caso e dá 15 dias para defesa em denúncia por coação.

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Por Marília Rodrigues

Ministro do STF afirma que deputado está no exterior para evitar responsabilização 

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou, nesta segunda-feira (29), que a notificação do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja feita por edital. O magistrado apontou que o parlamentar estaria no exterior e “criando dificuldades” para receber a intimação relativa à denúncia apresentada pela PGR. No mesmo despacho, Moraes ordenou que o jornalista Paulo Figueiredo seja notificado por carta rogatória e que os processos sejam desmembrados, como apurou a CNN Brasil.

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Segundo a decisão, publicações de Eduardo nas redes sociais indicariam ciência do processo e a sua permanência nos Estados Unidos para se furtar à lei. “O denunciado (…) encontra-se fora do território nacional (…) para reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização”, escreveu o ministro ao justificar a via do edital.

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo foram denunciados pela PGR por coação no curso do processo, após atuarem, nos Estados Unidos, para pressionar o Judiciário brasileiro. A Procuradoria afirma que os dois tentaram compelir o STF a encerrar apurações sobre suposto plano de golpe por meio de “ameaças de violentas sanções” e da aplicação de algumas delas. Com a notificação, abre-se prazo de 15 dias para as defesas.

A notificação por edital é o mecanismo após o esgotamento de todos os meios para encontrar um réu ou investigado, geralmente aplicado quando o paradeiro do acusado é desconhecido, incerto ou ele não pode ser localizado. Já a carta rogatória é o instrumento para comunicações judiciais a quem está fora do país.

Reação dos envolvidos

Em nota conjunta, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo classificaram a denúncia como “fajuta” e defenderam “anistia ampla, geral e irrestrita” como saída para o impasse político.

Após a apresentação das defesas, Moraes decidirá sobre o andamento da denúncia. O STF então avaliará se há indícios suficientes de autoria e materialidade para receber a acusação. Caso a denúncia seja aceita, abre-se ação penal e os investigados passam à condição de réus.

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