Moraes nega pedido de 'Mamãe Falei' para anular cassação
Brasília, Terça, 28 de julho de 2026
Justiça

Moraes nega pedido de ‘Mamãe Falei’ para anular cassação

Moraes nega pedido de 'Mamãe Falei' para anular cassação
Foto: Alesp

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes rejeitou ação apresentada pelo ex-deputado estadual Arthur do Val, mais conhecido como “Mamãe Falei”, para tentar reverter a cassação de seu mandato pela Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A decisão consta em despacho assinado em 22 de julho.

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Moraes afirmou que a reclamação constitucional não pode ser usada como recurso para reabrir debates já analisados por outras instâncias. Segundo o vice-presidente do Supremo, o instrumento tem aplicação restrita às hipóteses previstas na Constituição, como preservar a competência do STF ou assegurar o cumprimento de decisões vinculantes da Corte.

De acordo com o magistrado, Do Val alegou violações a garantias constitucionais no processo disciplinar, mas não indicou nenhuma decisão do Supremo ou súmula vinculante que tivesse sido descumprida e justificasse a apresentação da reclamação.

“A postulação não passa de simples pedido de revisão do entendimento aplicado na origem, o que confirma a inviabilidade desta ação”, disse o presidente em exercício do STF ao rejeitar o pedido.

Arthur do Val perdeu o mandato em maio de 2022, após a Alesp aprovar sua cassação por quebra de decoro parlamentar. O processo teve como base áudios enviados pelo então deputado durante uma viagem à Ucrânia.

Nas mensagens compartilhadas em um grupo de WhatsApp, Do Val afirmou que as mulheres ucranianas eram “fáceis, porque são pobres”. Na época, o parlamentar era pré-candidato ao governo de São Paulo e viajou ao país para arrecadar doações para refugiados após a invasão da Rússia, além de acompanhar a resistência ucraniana ao avanço militar.

Depois da cassação, o ex-deputado recorreu à Justiça para tentar anular o processo que resultou na perda do mandato, mas a decisão foi mantida.

Na reclamação apresentada ao STF, Arthur afirmou que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a cassação apesar de supostas irregularidades no procedimento disciplinar, incluindo violação ao contraditório e à ampla defesa, além do uso de provas obtidas a partir do vazamento de comunicações privadas.

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