Moraes é personagem de destaque em relatório sobre violações no Brasil - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Moraes é personagem de destaque em relatório sobre violações no Brasil

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Por Redação

Relatório de Direitos Humanos aponta perseguição a jornalistas, políticos e ativistas de direita

O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de censura e restrição da liberdade de expressão na internet em 2024. A denúncia está no relatório “2024 Country Reports on Human Rights Practices: Brazil”, divulgado nesta terça-feira (12), que atribui ao ministro Alexandre de Moraes um papel central na “repressão a vozes consideradas contrárias ao governo atual”.

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Segundo o documento, Moraes suprimiu o discurso de apoiadores de Bolsonaro e ainda solicitou bloqueio de 100 contas do X para a Anatel.

“[Moraes suprimiu] desproporcionalmente o discurso de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, em vez de adotar medidas mais restritas para penalizar conteúdos que incitassem ações ilegais iminentes ou assédio. O órgão regulador de telecomunicações, Anatel, determinou que os provedores de internet bloqueassem o acesso ao X por ordem do STF em agosto.”

O relatório afirma que essas medidas afetaram diretamente jornalistas, políticos e usuários ligados ao campo conservador, “frequentemente por vias secretas que careciam de garantias de devido processo legal”. Para os Estados Unidos, o episódio marcou um retrocesso na proteção aos direitos humanos, especialmente no direito à livre manifestação.

O documento também critica a justificativa usada pelo governo Lula para a censura, baseada no conceito de “discurso de ódio”, considerado pelos norte-americanos como um termo vago e sem amparo no direito internacional. Entre as ações contestadas está a proibição temporária do uso de VPNs, que teria prejudicado a privacidade e dificultado a atuação de jornalistas e ativistas.

O ministro Alexandre de Moraes foi sancionado pelos EUA em julho sob a Lei Magnitsky, que pune autoridades envolvidas em corrupção ou violações graves de direitos humanos.

Confira aqui o documento (em inglês).

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