Moraes debocha sobre ex-major de Bolsonaro: “Esse argumento não poderia faltar” - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Moraes debocha sobre ex-major de Bolsonaro: “Esse argumento não poderia faltar”

Moraes revisa e veta nomes indicados por Cláudio Castro em reunião sobre operação no Rio; encontro discute ações contra o Comando Vermelho.

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Por Redação

Barros foi denunciado por participar de um plano para manter Jair Bolsonaro no cargo após a derrota nas eleições de 2022

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ironizou a acusação de parcialidade feita pela defesa do ex-major do Exército Ailton Moraes Barros, nesta terça-feira (14). Durante a leitura do relatório do processo sobre a tentativa de golpe de Estado, Moraes afirmou que o argumento “não poderia faltar nas alegações finais”.

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Barros foi denunciado por participação no plano para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no cargo após a derrota nas eleições de 2022.

Alexandre de Moraes ironiza a alegação de parcialidade durante julgamento do ex-major Ailton Barros, acusado de envolvimento em tentativa de golpe de Estado.
Ailton Barros se intitulou como “01” de Bolsonaro na campanha eleitoral de 2022. Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-major responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A defesa alegou violação do princípio do juiz natural, que garante julgamento por magistrado imparcial. Também negou que o ex-major tenha recebido ordens do general Braga Netto, condenado no mesmo processo a 26 anos de prisão.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, Barros integra o núcleo 4 do inquérito, o da desinformação, formado por militares e policiais acusados de divulgar notícias falsas e atacar instituições.

Os demais réus são Ângelo Denicoli, Giancarlo Rodrigues, Guilherme Almeida, Reginaldo Abreu, Marcelo Bormevet e Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

Coordenação e ataques

A PGR sustenta que o grupo usou a estrutura da Abin para ações de contrainteligência e monitoramento. O policial federal Marcelo Bormevet teria pedido o uso do software First Mile para vigiar aliados e opositores.

As informações abasteciam perfis falsos e contas ligadas à disseminação de conteúdo.

O uso do programa contra o ministro Roberto Barroso foi descartado após reconhecimento da ilegalidade. Mesmo assim, o grupo produziu e divulgou materiais falsos sobre Barroso e Luiz Fux.

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