Moraes impede Alerj de votar soltura de deputado preso pela PF
Brasília, Domingo, 21 de junho de 2026
Justiça

Moraes impede Alerj de votar soltura de deputado preso pela PF

Ministro mantém prisão de Thiago Rangel e diz que decisão não depende da Assembleia

Moraes impede Alerj de votar soltura de deputado preso pela PF
Reprodução/@thiagorangeloficial

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou há pouco a manutenção da prisão preventiva do deputado estadual Thiago Rangel (Avante), preso na última terça (05) durante a 4ª fase da Operação Unha e Carne, da Polícia Federal (PF).

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Moraes também decidiu que a manutenção da preventiva não dependerá de autorização da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

A operação que prendeu Rangel investiga supostas fraudes na compra de materiais e na contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ).

A decisão de Moraes ocorre após a Alerj ter derrubado, em dezembro do ano passado, a prisão do ex-presidente da Casa Rodrigo Bacellar (PL), também preso na mesma operação, sob suspeita de vazamento de informações sobre investigações que envolviam o deputado estadual TH Jóias, ligado ao Comando Vermelho (CV).

No despacho de hoje, o ministro reconheceu a jurisprudência do STF sobre imunidade parlamentar e a participação das assembleias legislativas na análise de prisões, mas afirmou que “seu espírito acabou sendo corrompido”, ao ser usado como mecanismo de impunidade.

“Efetiva e lamentavelmente, as Assembleias Legislativas de diversos estados têm utilizado o entendimento deste Supremo Tribunal Federal para garantir um sistema de total impunidade aos deputados estaduais, sendo que, em 13 prisões de parlamentares estaduais por infrações sem qualquer relação com o exercício do mandato parlamentar, 12 foram afastadas, sendo oito no Estado do Rio de Janeiro”, apontou Moraes na decisão.

De acordo com a PF, o esquema envolvendo o parlamentar “consistiria no direcionamento de obras de reformas em escolas públicas estaduais do Norte Fluminense — região de influência política tanto de Rodrigo da Silva Bacellar quanto do deputado estadual Thiago Rangel Lima — para empresas pré-ajustadas com os integrantes da organização criminosa”.

A investigação da PF teve como base uma planilha encontrada em um computador no gabinete de Bacellar, na qual parlamentares apareciam com as descrições “o que tem” e “o que está pedindo”. Moraes afirmou ainda que a atuação do grupo alcançava o governo estadual e a administração municipal de Campos dos Goytacazes (RJ).

Em nota, a defesa de Rangel nega qualquer irregularidade e afirma que não devem ser feitas conclusões antecipadas antes da conclusão das investigações.

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