PF prende deputado estadual do RJ por fraudes na Educação
Brasília, Segunda, 22 de junho de 2026
Política

PF prende deputado estadual do RJ por fraudes na Educação

Investigação aponta fraudes em contratos da Educação e lavagem de dinheiro em rede de empresas

Thiago Rangel - PF
Foto: Divulgação

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Por Redação

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta manhã (05) o deputado estadual Thiago Rangel (Avante-RJ) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, que apura fraudes em contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc-RJ).

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A ação cumpre 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, a investigação identificou direcionamento de contratações em escolas estaduais da Diretoria Regional Noroeste da Seeduc, área apontada como de influência política de Rangel. As empresas contratadas teriam ligação prévia com o esquema.

As apurações indicam que, após o repasse de recursos públicos, valores eram sacados e redistribuídos por meio de transferências para empresas ligadas ao grupo investigado. Parte do dinheiro, ainda segundo a PF, era misturada a recursos lícitos em contas de uma rede de postos de combustíveis controlada pelo líder da organização.

Outro mandado de prisão foi expedido contra Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual e já preso em fases anteriores da operação.

A investigação teve origem na análise de materiais apreendidos na primeira etapa da Operação Unha e Carne, que apurava vazamento de informações sigilosas de ações policiais. Na ocasião, Bacellar foi apontado como responsável por repassar dados de operações contra o Comando Vermelho (CV).

De acordo com a PF, os vazamentos teriam comprometido investigações e beneficiado integrantes da facção criminosa, incluindo o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias.

A operação integra a Missão Redentor II, vinculada à ADPF 635, e tem como foco a desarticulação financeira e logística de organizações criminosas.

Os investigados podem responder por organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

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