Este site mostrou no sábado que a OEI (organização de Estados Ibero-americanos) vem se beneficiando financeiramente de uma relação direta estabelecida com Rosângela da Silva desde o primeiro ano do governo Lula, quando foi convidada pelo espanhol Mariano Jabonero a assumir a coordenação de uma tal Rede Ibero-americana para Inclusão e a Igualdade.
Desde então, Jabonero ganhou acesso privilegiado ao poder em Brasília, além de contratos vultosos que somam quase R$ 600 milhões. A OEI foi responsável pela organização do G-20 Social, o Janjapalooza, e também recebeu a incumbência de organizar a COP-30, que pode ter a primeira-dama no seu quadro de coordenadores. Contratos sem licitação ou prestação de contas.
Para o líder da oposição na Câmara, deputado Zucco (PL-RS), a “crescente influência da primeira-dama sobre os rumos dos recursos públicos e a relação nebulosa entre o governo e a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI) escancaram um modelo de governança paralelo, sem transparência e sem o devido controle dos órgãos de fiscalização”.
“A soma bilionária de contratos firmados sem licitação revela o uso político de entidades internacionais para driblar os mecanismos de concorrência e controle que garantem o bom uso do dinheiro do contribuinte. É inaceitável que, enquanto milhões de brasileiros enfrentam dificuldades, o governo priorize gastos questionáveis que servem à autopromoção e ao aparelhamento institucional.”
Segundo ele, a oposição cobrará investigações rigorosas sobre esses contratos e exigirá que o Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal apurem possíveis irregularidades. “O Brasil precisa de transparência, seriedade e respeito pelo dinheiro público.”
Ainda nas palavras de Zucco, a revelação de que a OEI esteve diretamente envolvida na organização do chamado “Janjapalooza”, um evento bancado com recursos públicos e marcado pelo uso político da estrutura governamental, “reforça a necessidade urgente de transparência e fiscalização sobre os contratos firmados entre o governo Lula e essa entidade”.
“Além dos quase R$ 600 milhões contratados sem licitação, chama atenção o montante milionário destinado à realização do G20 Social, que serviu de palco para a autopromoção da primeira-dama. A OEI, que deveria atuar em prol da educação e da cultura, tem se transformado em uma operadora de eventos políticos, custeados com dinheiro dos brasileiros.”
Além de representações ao TCU e ao MPF, a oposição estuda medidas adicionais para buscar esclarecimentos sobre a influência de Janja junto à OEI e avaliar se há indícios de tráfico de influência ou desvio de finalidade no uso desses recursos.
