Ministros do governo Lula (PT) que planejam concorrer às eleições de outubro deste ano aumentaram o envio de recursos federais para seus Estados e intensificaram agendas em redutos eleitorais.
Levantamento do jornal O Globo aponta que André Fufuca (Esporte), Camilo Santana (Educação), Carlos Fávaro (Agricultura) e Waldez Góes (Integração) direcionaram investimentos estratégicos para áreas onde farão campanha.
Pelas regras eleitorais, os ministros de Estado precisam deixar os cargos até abril para disputar o pleito.
No Maranhão, o Ministério do Esporte, comandado por Fufuca, investiu R$ 170,3 milhões em 2025 na construção de estádios e quadras, alta de 144,7% em relação a 2024. Com isso, o Estado ultrapassou Rio de Janeiro e São Paulo. A pasta afirma que os recursos seguem critérios técnicos e que o Maranhão possui déficit histórico em infraestrutura esportiva.
Em Mato Grosso, o Ministério da Agricultura, sob Fávaro, destinou R$ 132,9 milhões a prefeituras entre novembro e dezembro, aumento de 209,7% em relação ao mesmo período de 2024. Fávaro intensificou viagens ao Estado para entregar máquinas agrícolas e participar de eventos políticos, enquanto se prepara para disputar o Senado.
No Ceará, Camilo Santana enviou R$ 154,2 milhões em convênios para construção de creches e escolas de tempo integral. Ele pretende deixar o governo em abril para reforçar a campanha de reeleição do governador Elmano de Freitas ou assumir sua própria candidatura ao comando do Estado.
No Amapá, Waldez Góes concentrou R$ 45,9 milhões em convênios para o governo estadual de Clécio Luís (Solidariedade). A capital Macapá, administrada pelo adversário Dr. Furlan (MDB), recebeu apenas R$ 955 mil. Góes, que disputa vaga no Senado, tem usado redes sociais para divulgar entregas de equipamentos no Estado.
