Ministros do STF defendem impedimento de Toffoli no caso Master
Brasília, Sábado, 20 de junho de 2026
Justiça

Ministros do STF defendem impedimento de Toffoli no caso Master

Magistrados avaliam que afastamento no julgamento da 2ª Turma pode encerrar controvérsia sobre atuação do ministro

Ministro Dias Toffoli presidindo a sessão da 2ª Turma do STF

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Por Redação

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defendem, nos bastidores, que o ministro Dias Toffoli se declare impedido de participar do julgamento da nova fase da Operação Compliance Zero, que pode confirmar a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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De forma reservada, magistrados avaliam que não há impedimento técnico obrigatório para a participação de Toffoli no julgamento. segundo apuração do O Globo. Ainda assim, consideram que a declaração de impedimento poderia encerrar a controvérsia envolvendo o ministro e o caso.

O episódio provocou questionamentos internos no tribunal e levou à saída de Toffoli da relatoria do inquérito no mês passado. Após a decisão, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.

Julgamento ocorrerá na Segunda Turma

A decisão de Mendonça que determinou a prisão de Vorcaro será analisada pela Segunda Turma do STF em julgamento no plenário virtual, previsto para começar no dia 13 de março.

O colegiado decidirá se mantém ou revoga a prisão preventiva do empresário.

A Segunda Turma é composta pelos ministros André Mendonça, Gilmar Mendes, Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Caso Toffoli decida se declarar impedido, ele não participará da análise do caso.

Possível impacto no resultado

Se o ministro se afastar do julgamento, existe a possibilidade de empate na votação. Nesse cenário, prevalece a decisão mais favorável ao réu.

A declaração de impedimento ou suspeição depende de manifestação do próprio magistrado. Nos julgamentos virtuais, o ministro registra a decisão diretamente na plataforma do tribunal.

Saída da relatoria

Toffoli deixou a relatoria do caso Master após reunião convocada pelo então presidente do STF, Edson Fachin, para discutir relatório da Polícia Federal que mencionava o nome do ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

O ministro confirmou que foi sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort ligado ao caso, mas afirmou que não recebeu valores do banqueiro e que não possui relação de amizade com ele.

Após a saída de Toffoli da relatoria, uma ação de suspeição contra o ministro foi arquivada.

Investigação do Banco Master

A decisão que será analisada pela Segunda Turma autorizou a terceira fase da Operação Compliance Zero.

A investigação da Polícia Federal apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, com indícios de crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo investigadores, o esquema teria utilizado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou de baixa liquidez, além de operações utilizadas para ocultar prejuízos e desviar valores.

A operação já teve três fases. A primeira ocorreu em novembro de 2025 e investigou a venda de carteiras de crédito sem lastro. A segunda, em janeiro de 2026, ampliou o foco para fundos de investimento ligados à gestora Reag. A terceira fase incluiu novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

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