Alerta: Ministro do STJ é alvo de denúncia por assédio sexual
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Alerta: Ministro do STJ é alvo de denúncia por assédio sexual

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) conduz, sob sigilo, uma apuração envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Aurélio Gastaldi Buzzi, acusado de assédio sexual por uma jovem de 18 anos. A denúncia relata uma abordagem ocorrida no início de janeiro, durante um banho de mar em uma praia de Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

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Segundo o relato encaminhado às autoridades, a jovem estava na água quando o ministro se aproximou e passou a manter contato físico considerado inadequado. A denúncia aponta que, mesmo após tentativas de afastamento, o magistrado teria insistido na aproximação em mais de uma ocasião, levando a jovem a se desvencilhar e deixar o mar visivelmente abalada.

Ainda de acordo com o registro, a jovem correu para a faixa de areia e comunicou imediatamente o ocorrido aos pais, que estavam no local e decidiram deixar o estado para registrar boletim de ocorrência posteriormente, em São Paulo.

Em razão do cargo ocupado pelo investigado, o caso foi encaminhado às instâncias competentes. Familiares da jovem estiveram em Brasília nesta semana para prestar esclarecimentos no âmbito do procedimento administrativo instaurado no CNJ.

Em nota, o Conselho Nacional de Justiça confirmou que a apuração está em curso e ocorre de forma reservada.

“O caso está tramitando no âmbito da Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação brasileira”, informou o órgão. Segundo o CNJ, o sigilo visa “preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”, e diligências já foram realizadas.

O advogado que representa a jovem e seus familiares, Daniel Leon Bialski, afirmou que a prioridade da defesa é a proteção dos envolvidos.

“Neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado”, declarou. Ele acrescentou que aguarda “rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.

Em nota, Buzzi informou “que foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos. Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”.

Natural de Santa Catarina, Marco Aurélio Gastaldi Buzzi integra o STJ desde 2011, após indicação da então presidente Dilma Rousseff (PT). Antes de chegar à Corte Superior, construiu carreira no Tribunal de Justiça do estado, onde atuou como juiz e desembargador.

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