O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta segunda-feira (19) que estuda deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral deste ano. Em conversa com jornalistas, ele afirmou que a decisão deve ser tomada até março e que sua atuação como ministro o mantém distante do Ceará, estado que governou por dois mandatos e onde foi eleito senador em 2022.
“Poderei voltar [ao Senado] para me dedicar. Ministro cuida do Brasil inteiro, então a gente fica ausente do nosso estado. Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Ceará e nem no resto do Brasil. Vou trabalhar para a reeleição do presidente Lula”, disse.
Camilo Santana reforçou que, caso deixe o MEC, sua prioridade será fortalecer as campanhas do governador Elmano de Freitas (PT) e do presidente Lula.
Ele também é apontado como uma opção estratégica do PT para assumir papel de liderança caso a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) represente ameaça à reeleição de Elmano, especialmente porque o estado é considerado um dos principais redutos eleitorais da sigla no Nordeste.
Durante a campanha municipal de 2024, Camilo chegou a tirar duas semanas de férias para apoiar a candidatura de Evandro Leitão (PT) à Prefeitura de Fortaleza, mostrando sua relevância como cabo eleitoral. Apesar de sua possível saída, o ministro garantiu que o funcionamento do MEC não será afetado.
“Qualquer saída do ministério será para me dedicar à reeleição de Elmano e do presidente Lula. Temos uma grande equipe do MEC. O ministério está rodando bem. Não tenho dúvida que minha saída jamais vai afetar as ações do ministério.”
O ministro ainda afirmou que a data de sua saída do cargo não foi definida com o presidente Lula. Ele se soma a outros nomes que devem deixar ministérios para disputar eleições, como Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).
