Ministro da Educação sinaliza saída para atuar na eleição do Ceará
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
Política

Ministro da Educação sinaliza saída para atuar na eleição do Ceará

Camilo Santana afirma que pretende apoiar reeleição de Lula e do governador Elmano de Freitas

O ministro ainda afirmou que a data de sua saída do cargo não foi definida com o presidente Lula. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

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Por Redação

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou nesta segunda-feira (19) que estuda deixar o cargo para se dedicar à campanha eleitoral deste ano. Em conversa com jornalistas, ele afirmou que a decisão deve ser tomada até março e que sua atuação como ministro o mantém distante do Ceará, estado que governou por dois mandatos e onde foi eleito senador em 2022.

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“Poderei voltar [ao Senado] para me dedicar. Ministro cuida do Brasil inteiro, então a gente fica ausente do nosso estado. Vou me dedicar muito para que não haja retrocesso no Ceará e nem no resto do Brasil. Vou trabalhar para a reeleição do presidente Lula”, disse.

Camilo Santana reforçou que, caso deixe o MEC, sua prioridade será fortalecer as campanhas do governador Elmano de Freitas (PT) e do presidente Lula.

Ele também é apontado como uma opção estratégica do PT para assumir papel de liderança caso a candidatura de Ciro Gomes (PSDB) represente ameaça à reeleição de Elmano, especialmente porque o estado é considerado um dos principais redutos eleitorais da sigla no Nordeste.

Durante a campanha municipal de 2024, Camilo chegou a tirar duas semanas de férias para apoiar a candidatura de Evandro Leitão (PT) à Prefeitura de Fortaleza, mostrando sua relevância como cabo eleitoral. Apesar de sua possível saída, o ministro garantiu que o funcionamento do MEC não será afetado.

“Qualquer saída do ministério será para me dedicar à reeleição de Elmano e do presidente Lula. Temos uma grande equipe do MEC. O ministério está rodando bem. Não tenho dúvida que minha saída jamais vai afetar as ações do ministério.”

O ministro ainda afirmou que a data de sua saída do cargo não foi definida com o presidente Lula. Ele se soma a outros nomes que devem deixar ministérios para disputar eleições, como Fernando Haddad (Fazenda), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil).

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