Agência afirma que programa citado por Laysa é apenas workshop
A jovem Laysa Peixoto vinha se promovendo nas redes sociais como integrante de uma nova era da exploração espacial da Nasa. Em seu perfil no LinkedIn, Laysa chegou a afirmar que havia liderado pesquisas aos 19 anos de idade na agência, e que participaria de missões futuras a estações espaciais privadas, além de projetos para a Lua e Marte.
A Nasa desmentiu oficialmente as alegações de Laysa, que afirmava ser a primeira astronauta brasileira e líder de pesquisas da agência espacial norte-americana. Em nota enviada à CNN, a agência negou o vínculo.
“Laysa Peixoto não é funcionária da Nasa, líder de pesquisas ou candidata a astronauta”.
A Nasa também esclareceu que a participação da jovem se limitou ao programa L’Space, que é “um workshop para estudantes. Não é um estágio da Nasa ou trabalho na agência. Seria inapropriado reivindicar a afiliação à Nasa como parte dessa oportunidade”.
Outro ponto questionado foi a suposta participação de Laysa em uma missão da empresa Titans Space. A Nasa também negou qualquer relação com essa missão e informou que “não é afiliada à missão espacial Titans”.
A suposta missão privada também enfrenta obstáculos legais. A FAA (Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos), responsável por autorizar voos espaciais comerciais, não reconhece nenhuma autorização concedida à Titans Space até o momento, o que trava qualquer lançamento da empresa.
A UFMG, universidade com a qual Laysa afirmou ter vínculo em 2022, informou.ao G1 que a jovem foi desligada da instituição após deixar de se matricular para o segundo período letivo de 2023 do curso de física.
Além disso, a Universidade Columbia, em Nova York, informou não ter localizado nenhum registro com o nome da brasileira em cursos da instituição.
