Governo argentino diz que economizou US$ 2 bilhões ao ano
O governo do presidente argentino, Javier Milei, anunciou a dissolução de órgãos responsáveis pela regulação rodoviária e a reestruturação de sete institutos estatais. As medidas foram tomadas antes do vencimento das faculdades delegadas (poder que o Congresso dá temporariamente ao presidente), nesta terça-feira (8).
Desde que assumiu em dezembro de 2023, Milei tem implementado uma política de cortes drásticos nos gastos públicos. A agenda já incluiu a eliminação de órgãos estatais e subsídios, a suspensão de obras públicas e a demissão de mais de 50 mil funcionários públicos.
Por meio de decreto, o presidente argentino ordenou “o fechamento definitivo da Dirección Nacional de Vialidad e também da Comissão Nacional do Trânsito e da Segurança Viária e da Agência Nacional de Segurança Viária”, informou o porta-voz presidencial Manuel Adorni.
A Vialidad Nacional era responsável pela supervisão, conservação e construção de estradas e rodovias. O porta-voz acrescentou que será criada a Agência de Controle de Concessões e Serviços Públicos do Transporte para fiscalizar as concessões rodoviárias e que o governo “dará abertura à licitação de 9.120 km de estradas”.
Adorni ressaltou que “os 65 decretos delegados promulgados no último ano representam uma economia de US$ 2 bilhões anuais em gastos”, resultado da dissolução ou reestruturação de dezenas de entidades estatais nas áreas de saúde, ciência e cultura.
O governo também anunciou em comunicado a reestruturação de sete órgãos estatais que considera “ineficientes”, entre eles o Instituto Nacional de Tecnologia Industrial e o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária. As entidades deixarão de ser autarquias independentes e passarão a responder diretamente ao Ministério da Economia.
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