Michelle e André: roupa suja deve ser lavada em casa!
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Michelle e André: roupa suja se lava em casa!

Michelle e André: roupa suja se lava em casa!
Foto: Reprodução/Youtube Claudio Dantas

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Conflito no PL sobre apoio a Ciro Gomes é pauta do ALive

Os cientistas políticos Gabriel Jubran e Júlia Lucy comentaram, no programa ALive desta segunda-feira (1º), a rejeição de Michelle Bolsonaro (PL) ao apoio do partido à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará.

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A ex-primeira-dama declarou, durante evento pró-Eduardo Girão (Novo), que o tucano já atacou diversas vezes o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para Jubran, a manifestação pública de Michelle traz riscos para a direita. Segundo ele, “esse tipo de movimento [público] acaba prejudicando o grupo por conta da desconexão dos acordos internos com o eleitorado de forma geral”.

Segundo o diretor de Relações Governamentais do Ranking dos Políticos, André Fernandes, que relatou o acordo com Bolsonaro para apoiar Ciro, também tem razão ao mencionar a autorização do presidente:

“Por uma questão de princípios, a Michelle também tem um ponto importantíssimo, que é a coerência da posição política do grupo, que não haveria concordância com Ciro Gomes. Mas o fato é que essa declaração em público é péssima para a direita do Ceará, que os dois representam”

Ele acrescentou que é urgente definir uma liderança clara dentro da direita: “Antes de definir quem vai ser o nome acertado ao governo, é importante que o grupo inteiro se entenda, tomando uma posição sobre quem é o nosso porta-voz. Vai ser Jair Bolsonaro diretamente ou a Michele tem essa total autonomia?”.

Segundo Jubran, ter um alinhamento interno é crucial para evitar inconsistência e desgaste eleitoral. “Se, de fato, há um acordo de Jair Bolsonaro com Ciro Gomes, feito por telefone com André, a Michelle também precisa estar alinhada ao grupo para que nada se perca. O eleitorado já está começando a se movimentar em busca de seus candidatos”.

Já Júlia Lucy avaliou que o episódio expôs “fragilidades” na direita, mas ainda há tempo de ajustar a estratégia. A cientista política também ressaltou a trajetória de Fernandes, que segundo ela, é uma “grande liderança da direita no Ceará como um todo”.

 “O presidente Bolsonaro tem a característica de aceitar pessoas que já tenham sido críticas a ele dentro do seu grupo. Na política, é natural: você pode fazer movimentos de crítica, mas depois revisitar e estabelecer acordos, porque ganha quem tem voto. É como se fosse um movimento da física — massa atrai massa”, continuou Lucy, ao comentar o aval do ex-presidente para o PL apoiar Ciro.

“Se o presidente Bolsonaro autorizou a ligação para Ciro, foi porque percebeu que Ciro é o nome mais forte para vencer o atual governador, Elmano [PT], que hoje aparece como franco favorito à reeleição”.

“O Girão [apoiado por Michelle] é um excelente senador, mas talvez não tenha condições de reunir o apoio necessário para vencer Elmano”, completou.

Para a cientista política, a exposição pública de divergências internas pode prejudicar o eleitor: “A roupa suja deve ser lavada em casa, exatamente para não gerar confusão no eleitor e não gerar estresse para ele”.

ASSISTA AO PROGRAMA DE HOJE:

Michelle desautoriza aliança de Fernandes com Ciro: ‘Todos são Girão’

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