Operação mobiliza 150 policiais em várias cidades; cinco mortes e mais de 100 casos suspeitos de intoxicação por metanol já foram registrados
A Polícia Civil de São Paulo realiza, na manhã desta terça-feira (14), uma megaoperação contra a produção e venda de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
Ao todo, 20 mandados de busca e apreensão são cumpridos em endereços na capital, em Santo André, Poá, São José dos Campos, Santos, Guarujá, Presidente Prudente e Araraquara.
Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), a ação mobiliza 150 policiais civis e busca apreender produtos, maquinários, insumos, celulares, documentos e outros objetos que ajudem a identificar os envolvidos e comprovar a prática ilegal.

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Segundo a delegada Leslie Caran Petrus, as investigações tiveram início há cerca de dez dias, após a prisão de um dos maiores fornecedores de bebidas falsificadas do país.
“Ele vendia garrafas com rótulos, tampinhas e lacres praticamente idênticos aos originais. A partir disso, conseguimos rastrear quem adquiriu esses produtos e estamos agindo agora”, afirmou.
O governo de São Paulo confirma 28 casos de intoxicação por metanol, com cinco mortes registradas.
Outras 100 notificações suspeitas seguem em investigação. Desde o início de 2025, 51 pessoas foram presas por venda irregular ou adulteração de bebidas, sendo 30 apenas nas últimas semanas, quando a fiscalização se intensificou.
Entre os dados recentes da operação:
- Mais de 21,4 mil garrafas apreendidas desde 29 de setembro; 71,4 mil ao longo de 2025;
- Mais de 105 mil insumos e 480 mil rótulos recolhidos desde 29 de setembro; 15 milhões de rótulos ao longo do ano;
- 121,8 mil vasilhames vazios apreendidos;
- 15 estabelecimentos interditados cautelarmente.
A operação reforça o esforço do estado para combater a circulação de bebidas adulteradas e prevenir novos casos de intoxicação e mortes.
