“Consideramos a presunção de inocência”, disse ministro
Diante do escândalo do roubo dos aposentados no INSS, o presidente Lula conversou recentemente com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, solicitando diálogo com as centrais sindicais para evitar novas crises com os aliados.
Sindicatos e associações foram responsáveis por desvios de R$ 6 bilhões nas folhas de pagamento de beneficiários. Após a descoberta do esquema, o governo decidiu afastar temporariamente todos os integrantes do Conselho Nacional de Previdência Social que representavam entidades citadas nas fraudes do INSS. O ministro Queiroz solicitou às centrais sindicais a indicação de novos membros para compor o conselho.
Em São Paulo, Queiroz se reuniu com representantes sindicais para sua primeira conversa oficial desde que assumiu a pasta. O escândalo do INSS foi um dos principais tópicos da pauta.
“Nós abrimos a reunião pedindo a indicação dos substitutos das entidades que foram momentaneamente afastadas. Nós não fizemos nenhum juízo de valor, e consideramos a presunção de inocência, mas pedimos que as entidades com Acordos de Cooperação Técnica suspensos fossem afastadas até que se encerrem as investigações pela Controladoria-Geral da União (CGU)“, explicou Queiroz.
O ministro enfatizou a importância do encontro: “Eu fiz questão de vir a São Paulo reunir as centrais sindicais do Brasil para poder fazer esse gesto em nome do governo federal, dizer o quanto é importante a presença delas para tocarmos o ministério.”
Queiroz assumiu o Ministério da Previdência em meio à turbulência, sucedendo Carlos Lupi, que caiu devido ao bilionário escândalo de descontos fraudulentos em aposentadorias, operados por sindicatos.
Dez líderes sindicais participaram do encontro com o ministro.
