Mendonça cobra imparcialidade: Juiz não pode “privilegiar amigos”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Mendonça cobra imparcialidade: Juiz não pode “privilegiar amigos”

Ministro do STF fala em prudência e igualdade ao julgar casos em meio a investigações

André Mendonça precisa reagir à sabotagem dos colegas de Corte

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro André Mendonça, do STF, afirmou que magistrados devem atuar com imparcialidade e não podem “privilegiar amigos e perseguir inimigos”.

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A declaração foi feita durante cerimônia na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde o ministro foi homenageado.

“Imparcialidade é você olhar para as pessoas de modo igualitário. É considerar os interesses envolvidos de forma equânime. É não privilegiar amigos, e não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço”, disse.

Mendonça também afirmou que juízes devem adotar maior cautela em suas relações.

Segundo ele, a atuação no Judiciário exige prudência para evitar questionamentos sobre a conduta dos magistrados.

“Nós não estamos imunes a incompreensões, mas nós precisamos estar imunes a ações que comprometam de forma substancial, de forma voluntária, de forma consciente, a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado”, afirmou.

O ministro é relator de investigações relacionadas ao caso do Banco Master e a fraudes no INSS.

O contexto inclui apurações que envolvem o banqueiro Daniel Vorcaro e possíveis conexões com autoridades.

A eventual homologação de acordo de colaboração premiada do empresário está sob responsabilidade de Mendonça no STF.

O evento contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito Ricardo Nunes e do advogado-geral da União Jorge Messias.

Durante a cerimônia, autoridades destacaram a atuação do ministro nas investigações em curso.

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