A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proíbe Jair Bolsonaro de se aproximar a menos de 200 metros de qualquer embaixada ou consulado em Brasília, impõe um desafio logístico significativo para seus deslocamentos na capital federal, incluindo o acesso a hospitais. Com 132 representações diplomáticas, a maioria concentrada na área central, o ex-presidente precisará de rotas complexas para evitar o risco de descumprir a determinação judicial.
A residência de Bolsonaro, no Jardim Botânico, fica próxima ao Lago Sul, uma região nobre que abriga dezenas de embaixadas e importantes hospitais como o Daher e o Hospital Brasília. Para chegar a esses locais, o ex-presidente ou seu motorista teriam de realizar “malabarismos” para desviar das áreas proibidas.
A situação é ainda mais crítica considerando o histórico de saúde do político. Nos últimos anos, ele passou por diversas cirurgias, muitas delas decorrentes da facada sofrida em 2018. Desde então, foram 10 cirurgias, sendo 7 relacionadas diretamente ao atentado.
Sua última internação, em abril deste ano, foi no hospital DF Star, em Brasília, onde permaneceu por 22 dias. O DF Star é um hospital que Bolsonaro costuma frequentar em quadros mais graves.
Apesar de o trajeto da casa de Bolsonaro até o DF Star levar cerca de 20 minutos e permitir desvios pontuais de algumas embaixadas, a proximidade de outras unidades de saúde relevantes no Lago Sul torna a logística de emergência ainda mais complexa para o ex-presidente.
