Defesa pede cirurgia no Natal e aguarda autorização do STF
Os médicos do ex-presidente Jair Bolsonaro estimam que ele possa permanecer internado por até sete dias após cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral. A equipe aguarda autorização do Supremo Tribunal Federal para realizar o procedimento ainda nesta semana.
A defesa pediu que Bolsonaro seja internado na quarta-feira (24), no hospital DF Star, em Brasília, para exames preparatórios. A solicitação prevê que a cirurgia ocorra no dia seguinte, 25 de dezembro.
O pedido depende de autorização do ministro Alexandre de Moraes, que aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República. O prazo para o parecer da Procuradoria-Geral da República é de 24 horas.
À CNN, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que a equipe aguarda a decisão judicial para seguir a Brasília. “Assim que sair autorização de internação, iremos para Brasília. Se os processos, que independem de nossa vontade ou atuação, ocorrerem dentro de nossa expectativa, acredito que ocorra ainda nesta semana”, disse.
Sobre o pós-operatório, Birolini afirmou que a previsão é de internação entre cinco e sete dias. “Trabalhamos com a possibilidade de uma internação de cinco a sete dias, considerando o período necessário para analgesia, fisioterapia, profilaxia de eventos trombóticos, etc, com a segurança necessária, considerando as particularidades do caso”, declarou.
Exames clínicos e ultrassonográficos identificaram hérnia inguinal bilateral com protrusão de alça intestinal. Segundo a equipe médica, o quadro ajuda a explicar os soluços persistentes relatados por Bolsonaro. Durante a internação, está previsto um bloqueio anestésico do nervo frênico para reduzir as crises.
Em abril, o ex-presidente passou por cirurgia de 12 horas para tratar uma suboclusão intestinal. Desde então, os médicos acompanham a evolução do quadro. “Me parece que está tudo sob controle”, afirmou Birolini, acrescentando que também há monitoramento contínuo de lesões de pele.
A defesa também pediu autorização para que Michelle Bolsonaro atue como acompanhante principal durante a internação, além da possibilidade de acompanhamento dos filhos Carlos Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. A decisão sobre os acompanhantes caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
