Apresentador comenta tentativa de desliquidar o banco
Durante o programa Alive, nesta quinta-feira (8), o apresentador Claudio Dantas afirmou que a desliquidação do Banco Master não é possível e que a movimentação da defesa dos administradores estaria relacionada a uma estratégia de nulidade de caráter penal.
“Eu sou um cara que não confio nessa narrativa dominante, e justamente por isso a gente vem falando: esse negócio de desliquidar não existe”, disse Dantas”.
“Se não é possível desliquidar, qual é o motivo de se fazer esse furdunço todo? Qual é a questão? Eu acredito que existe uma estratégia da defesa de se buscar uma nulidade do ponto de vista penal”, acrescentou.
A liquidação do Master foi decretada em 18 de novembro de 2025 pelo Banco Central, após uma prolongada crise de liquidez e irregularidades detectadas na gestão da instituição.
Essa medida ocorreu paralelamente à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que culminou na prisão de Daniel Vorcaro, dono do banco — que posteriormente foi liberado, mas permanece sob investigação.
O analista econômico Ary Alcântara explicou que, uma vez decretada a liquidação por autoridade monetária, a credibilidade do banco desaparece e não há possibilidade de retorno ao estágio anterior. Ele detalhou que, no caso do Master, houve insuficiência patrimonial, com ativos superestimados ou de origem duvidosa, o que reforçou a decisão do Banco Central.
“O Banco Central foi obrigado a agir para proteger o patrimônio dos depositantes e investidores após a prisão de Vorcaro pela Polícia Federal, devido a suspeitas de fraude”, completou Alcântara.
O advogado Amauri Saad destacou que a estratégia da defesa pode ter objetivos múltiplos, incluindo a preservação do patrimônio pessoal dos ex-diretores e a tentativa de garantir que eles possam retornar ao setor financeiro futuramente.
“Mesmo que a liquidação seja suspensa de alguma forma, se o banco ficar no limbo, não há restrições claras sobre a atuação desses administradores”, explicou.
Para Saad, os recursos também podem buscar anular atos penais, questionando, por exemplo, a validade de apreensões e provas utilizadas contra os ex-diretores.
“O primeiro objetivo é proteger a liberdade e o patrimônio, e o segundo é reduzir possíveis consequências criminais”, afirmou.
