Lula sinaliza apoio a Jaques Wagner após operação da PF
Brasília, Sexta, 19 de junho de 2026
Política

Lula sinaliza apoio a Jaques Wagner após operação da PF

Presidente respondeu com gesto positivo ao ser questionado sobre a permanência do senador na liderança do governo

Lula e Jaques Wagner
Foto: Divulgação/PT

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Por Redação

O presidente Lula (PT) evitou comentar publicamente a operação da Polícia Federal (PF) que tem como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, durante agenda realizada nesta sexta-feira (19) em Belo Horizonte. Apesar do silêncio sobre o caso, Lula sinalizou apoio ao aliado ao responder com um gesto positivo quando questionado por jornalistas sobre sua permanência na função.

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A manifestação ocorreu antes de um evento no Hospital Luxemburgo, unidade de referência em oncologia na capital mineira. Enquanto cumprimentava pessoas presentes no local, o presidente foi perguntado se Jaques Wagner continuaria na liderança do governo no Senado e respondeu apenas com um sinal afirmativo.

Durante o discurso, Lula não fez qualquer menção à investigação que atingiu o senador baiano. O presidente concentrou sua fala em ações da área da saúde, programas sociais e investimentos federais, além de abordar temas como a pandemia de Covid-19, desigualdade social e futebol.

Jaques Wagner foi alvo de uma fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal com autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. As apurações investigam suspeitas de benefícios que teriam sido recebidos pelo parlamentar em troca de apoio a interesses ligados ao Banco Master. O senador nega irregularidades e afirma estar à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.

Em entrevista concedida na noite de quinta-feira (18) à BandNews, Wagner afirmou que não teme perder o posto de líder do governo e demonstrou confiança na manutenção do apoio de Lula.

No evento em Belo Horizonte, o presidente também voltou a defender o Sistema Único de Saúde (SUS) e destacou a importância da rede pública durante a pandemia.

“O SUS, por muito tempo, foi atacado, desmoralizado. Só mostravam o SUS com gente no corredor e dormindo no chão. Quando a Covid chegou, quem estava preparado? O SUS, com seus funcionários, enfermeiros, médicos, motoristas, limpadoras”, declarou.

Lula ainda afirmou que muitos dos desafios enfrentados pelo país são resultado de problemas históricos.

“Sabemos que ainda tem muito problema no Brasil. Sabemos que 500 anos de desmazelo não se consertam em 10 ou 15 anos, mas queremos dizer que esse país nunca mais verá o povo pobre ser tratado como se fosse de terceira classe”, disse.

A agenda marcou o anúncio de R$ 89,3 milhões em investimentos para o Hospital Luxemburgo, administrado pelo Instituto Mário Penna, que passou a atuar integralmente pelo Sistema Único de Saúde. O evento contou também com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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