Marsiglia critica PF por expor dados de Martin de Luca
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Marsiglia avalia exposição de dados de Martin de Luca como doxing

André Marsiglia no Alive comenta sobre prisão domiciliar de Bolsonaro
André Marsiglia no Alive comenta sobre prisão domiciliar de Bolsonaro

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Por Isac Mascarenhas

Advogado da Rumble teve dados mostrados em relatório da PF e diz ter recebido ameaças

O especialista em direito constitucional André Marsiglia criticou  a divulgação de mensagens interceptadas pela Polícia Federal (PF) e incluídas no relatório de indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro. Para Marsiglia, a divulgação dessas informações, especialmente os dados pessoais de Martin De Luca, configura um “completo absurdo” e um “crime de doxing”.

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“Qual é o interesse público dessas mensagens? Zero. Qual é o interesse público que justifica você revelar por que o pai falou assim com o filho? Porque o pastor disse isso pra um e pra outro, não há nada ali”, questionou durante sua participação no programa Alive, do canal no Youtube Claudio Dantas.

A crítica de Marsiglia se concentra na exposição dos dados sensíveis de Martin de Luca, como endereço e telefone, o que ele classifica como doxing. “O doxing é exatamente isso, é você pegar os dados sensíveis e jogar esses dados da pessoa para expô-la, para fazer com que ela se constranja, para fazer com que exista um prejuízo a ela. É disso que se trata, ele está sendo ameaçado em razão disso”, explicou.

O advogado Martin de Luca já havia se manifestado nas redes sociais, relatando ter recebido “inúmeras ameaças” após a divulgação de seu número de celular no relatório da PF.

Para Marsiglia, a exposição desses dados, além de violar preceitos constitucionais como a intimidade e a privacidade, e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), caracteriza um crime específico.

“O que que justifica ele ter ali os seus dados revelados, inclusive dados sensíveis como a gente mencionou, de endereço, de telefone, é um absurdo isso, um completo absurdo, uma responsabilidade das autoridades públicas”, concluiu Marsiglia, demonstrando preocupação com a potencial impunidade dessas ações.

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