Marinha expulsa suboficial por atos de 8 de Janeiro - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Marinha expulsa suboficial por atos de 8 de Janeiro

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

O processo disciplinar que culminou na exclusão de Caldas durou cerca de 50 dias

A Marinha decidiu excluir de forma definitiva o suboficial da reserva Marco Antônio Braga Caldas, de 51 anos, condenado a 14 anos de prisão pelo STF por envolvimento nos atos do 8 de janeiro.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

A decisão foi tomada por um Conselho de Disciplina instaurado pela própria Marinha, que concluiu que a permanência de Caldas nos quadros da instituição seria incompatível com a manutenção da hierarquia e da disciplina militar.

O processo disciplinar durou cerca de 50 dias e seguiu o rito previsto para casos de militares condenados pela Justiça comum a mais de dois anos de prisão. A medida precisa ainda ser formalmente confirmada por despacho do comandante da Marinha, mas o parecer do Conselho é considerado definitivo para a exclusão.

Com a expulsão, Caldas perderá privilégios da carreira, como o direito à prisão especial, e será considerado “morto fictício”, o que significa que sua aposentadoria será revertida integralmente à família.

Ex-mergulhador da Marinha, Caldas entrou na reserva em 2021 após três décadas de serviço e passou a viver em Balneário Piçarras (SC). Segundo depoimento, ele foi a Brasília em uma excursão gratuita para protestar contra o retorno do presidente Lula ao poder, alegando seu histórico de condenações por corrupção.

De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, Caldas seguiu do Quartel-General do Exército até a Esplanada dos Ministérios com outros manifestantes e foi preso dentro do Palácio do Planalto.

Durante audiência no STF, Caldas negou participação em atos de vandalismo e afirmou ter buscado refúgio no prédio para proteger um policial militar. Preso entre janeiro e agosto de 2023, foi solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes, que entendeu não haver mais risco à investigação.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade