María Corina defende boicote eleitoral enquanto Maduro se mantiver no poder - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Análises Críticas

María Corina defende boicote eleitoral enquanto Maduro se mantiver no poder

María Corina Machado afirma estar “chocada” ao receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, reconhecida por enfrentar a ditadura de Maduro
María Corina Machado afirma estar “chocada” ao receber o Prêmio Nobel da Paz de 2025, reconhecida por enfrentar a ditadura de Maduro

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, pediu neste domingo (19) o boicote a qualquer eleição organizada pelo regime de Nicolás Maduro em 2025. Em vídeo divulgado nas redes sociais, de local não revelado, ela afirmou que “não cabe participar de eleições enquanto o resultado legítimo da votação de 28 de julho de 2024 não for respeitado”.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Maduro assumiu em 10 de janeiro um novo mandato, amplamente contestado após indícios de fraude eleitoral. Apesar de o opositor Edmundo González Urrutia, apoiado por María Corina, ser reconhecido como vencedor por Estados Unidos, Europa e boa parte da América Latina, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) e o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) declararam Maduro vencedor, sem divulgar as atas oficiais.

“A vontade popular foi clara em 28 de julho. O povo derrotou o regime dentro das regras impostas por ele mesmo. Participar de eleições sob essas condições é desvirtuar o voto como instrumento democrático”, declarou María Corina.

María Corina apresentou sete diretrizes para orientar o movimento de oposição:

  • Reconhecimento do mandato popular: A vitória de Edmundo González deve ser acatada e implementada imediatamente.
  • Corresponsabilidade cidadã: Militares, policiais e civis devem defender a Constituição.
  • Luta legítima: Mobilizações para garantir o mandato soberano são justas e legais.
  • Unidade nacional: Convidar funcionários públicos e forças de segurança a se unirem às manifestações.
  • Negociação limitada: Qualquer diálogo com Maduro deve focar na transição democrática.
  • Governabilidade democrática: Maduro e aliados precisam abandonar o poder pacificamente, pois “uma ditadura não governa a Venezuela”.
  • Mobilização popular: Convocar todos os venezuelanos para a “luta final” contra o regime.

María Corina criticou as intenções de Maduro de realizar eleições legislativas e referendos em 2025. Para ela, participar de novos pleitos sem respeito aos resultados anteriores é “uma afronta à luta democrática”.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade