O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Márcio Macedo (PT), respondeu às notícias de que deixará o cargo para dar lugar ao deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP). Em entrevista à CNN, Macedo disse que a articulação se trata de “fogo amigo”.
“Esse assunto, o presidente nunca tratou comigo. Fogo amigo”, afirmou o ministro.
A mudança deve ser anunciada após o retorno da comitiva brasileira da Assembleia-Geral da ONU. Macedo, porém, disse que esteve com Lula antes da viagem a Nova York, na sexta-feira (19), e que continua com compromissos oficiais nesta semana.
“Tratamos da agenda do governo, da participação social na COP30. Temos a posse do Conselho Federal da Bacia do Rio Doce nesta sexta”, disse.
A primeira sondagem a Boulos para o cargo teria ocorrido em abril. Dentro do PT, havia resistência à entrada de um nome de fora do partido na “cozinha do Planalto”, já que os ministérios instalados no Palácio sempre foram comandados por petistas.
Apesar disso, no entorno de Lula a avaliação é de que Boulos poderia ajudar a reaproximar o governo de movimentos sociais e a dialogar com o eleitorado jovem, uma das apostas estratégicas para 2026.
Para assumir a pasta, Boulos estaria disposto a abrir mão de disputar novamente vaga na Câmara dos Deputados. A exigência de Lula é de que quem entrar agora no ministério não poderá deixar o cargo para concorrer nas próximas eleições.
