Malafaia critica pré-candidatura de Flávio: “Musculatura política”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Malafaia critica pré-candidatura de Flávio: “Musculatura política”

Malafaia critica pré-candidatura de Flávio: “Musculatura política”

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Pastor afirma que senador não tem musculatura para 2026 e questiona forma do anúncio

O pastor Silas Malafaia criticou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026 e afirmou que o parlamentar não possui “musculatura política” para a disputa. Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Malafaia também questionou a forma como o anúncio foi feito.

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“Para mostrar a falta de estratégia de Flávio. Ele nem primeiro reuniu o partido dele para falar ‘tive com meu pai. A conversa foi assim’. (Ele devia) reunir a liderança do Centro. Não usar uma rede social e querer botar goela abaixo (a pré-candidatura). Não é assim não”, afirmou ao O Globo.

O pastor disse ainda que o aval de Bolsonaro ao filho ocorreu em um momento de fragilidade pessoal do ex-presidente, que está preso. Segundo Malafaia, a decisão não foi precedida de diálogo com aliados políticos.

“Flávio usou um direito que nenhum de nós tem: pode visitar o pai. Vai lá em um momento de fragilidade emocional de Bolsonaro, que está preso nessa barbárie. (Flávio) arranca isso de Bolsonaro. Ninguém assistiu nada e nenhuma conversa. Um dia antes, a Michelle visita Bolsonaro e ele não diz nada”, declarou.

Para Malafaia, a direita não vence eleições sem articulação com o centro político. Ele defendeu que a melhor composição seria uma chapa liderada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como vice.

Segundo o pastor, Tarcísio teria menor rejeição e maior capacidade de atrair partidos do Centrão e eleitores que não votariam nem em Lula nem em Bolsonaro.

Flávio Bolsonaro oficializou a pré-candidatura no início de dezembro, após ser indicado pelo pai. Desde então, líderes de partidos do centro têm sinalizado que a decisão não foi previamente discutida. Até o momento, apenas o presidente do PL manifestou apoio público ao senador.

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