Maduro reage a Trump e denuncia “golpes da CIA” na Venezuela
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
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Maduro reage a Trump e denuncia “golpes da CIA” na Venezuela

Maduro - cartel
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Por Karoline Cavalcante

Jornalista e pós-graduanda em Marketing Político e Campanhas Eleitorais

Após presidente dos EUA confirmar operações secretas no país, líder venezuelano repudia Washington

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nesta quarta-feira (15) os Estados Unidos de prepararem operações secretas com o objetivo de desestabilizar seu governo.

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A declaração ocorre após o chefe da Casa Branca, Donald Trump, confirmar que autorizou a Agência Central de Inteligência (CIA) a conduzir ações clandestinas no país, incluindo operações letais.

Em discurso transmitido em rede nacional, Maduro condenou o que chamou de “golpes da CIA” e afirmou que a Venezuela não aceitará interferência estrangeira.

“Digo ao povo dos Estados Unidos: não à guerra. Não queremos uma guerra no Caribe e na América do Sul (…) Até quando golpes de Estado da CIA? A América Latina não os quer, não necessita deles e os repudia”, afirmou Maduro.

A declaração ocorre após reportagem do The New York Times revelar que Trump autorizou missões secretas na Venezuela com alvos ligados ao alto escalão do governo chavista. Pouco depois, o presidente norte-americano confirmou a informação, mas se recusou a responder se teria permitido que a CIA eliminasse Maduro.

O governo Trump tem sustentado que parte da motivação para endurecer as ações na Venezuela está relacionada ao suposto envolvimento de autoridades locais com o narcotráfico.

Maduro é apontado por Washington como figura central do chamado “Cartel de los Soles”, organização que, segundo o Departamento de Justiça dos EUA, opera rotas de drogas para o território norte-americano.

A acusação levou a Casa Branca a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levem à sua captura.

O governo venezuelano nega envolvimento com o narcotráfico e afirma que muitos dos mortos eram civis. Caracas levou o caso à Organização das Nações Unidas (ONU) e acusa os EUA de violarem sua soberania e o direito internacional.

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