Maduro ignora Brasil e dívida bilionária com o BNDES segue sem pagamento - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Maduro ignora Brasil e dívida bilionária com o BNDES segue sem pagamento

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Por Redação

O regime de Nicolás Maduro tem ignorado as tentativas do Brasil de renegociar uma dívida bilionária relacionada ao financiamento de obras de infraestrutura feitas por empresas brasileiras na Venezuela. Segundo documento da Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, o calote já soma US$ 1,74 bilhão (aproximadamente R$ 10 bilhões), incluindo valores indenizados pela União aos bancos e juros por atraso.

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A informação foi enviada em resposta a um pedido do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que vem pressionando o governo a explicar o impasse. O texto afirma que “a negociação se encontra suspensa em razão da ausência de respostas do governo venezuelano”. A cobrança tem sido feita tanto por canais diplomáticos quanto por meio de comunicados ao Ministério da Economia da Venezuela, mas sem sucesso.

O governo brasileiro notificou também instituições internacionais como o Clube de Paris, que reúne credores globais como França, Alemanha e EUA, sobre os atrasos. Caso Caracas continue inadimplente, mais US$ 16 milhões (cerca de R$ 90 milhões) devem ser cobertos pela União até junho.

Os recursos em questão referem-se a financiamentos do BNDES para projetos como o metrô de Caracas. O modelo previa que, em caso de inadimplência do país estrangeiro, o banco seria ressarcido pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE), mantido pelo Ministério da Fazenda.

Em 2023, após a visita de Maduro a Brasília, o governo Lula reabriu as negociações com Caracas, mas as conversas estagnaram. O veto brasileiro à entrada da Venezuela no BRICS esfriou ainda mais a relação diplomática, dificultando qualquer avanço.

Mesmo com a histórica aliança entre o PT e o chavismo, a dívida continua sem previsão de pagamento. Lula já tentou transferir a responsabilidade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que o rompimento de relações com Caracas durante o governo anterior dificultou as cobranças.

A oposição, no entanto, insiste que o problema é consequência direta da política externa petista, que destinou bilhões do BNDES ao exterior, em prejuízo ao mercado interno. Nikolas Ferreira voltou a cobrar medidas mais firmes para garantir o pagamento.

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