Presidente pede aprovação da PEC da Segurança, que será votada nesta quarta-feira (10)
O presidente Lula (PT) voltou a defender nesta terça-feira (9) que o enfrentamento ao crime organizado no Brasil não precisa se basear em operações violentas com grande número de mortes.
Em evento no Palácio do Planalto, o presidente pediu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, enviada pelo Executivo ao Congresso.
“A PEC da Segurança é importante para definir qual é o papel da União na segurança pública. Precisamos saber onde e como o governo federal pode atuar sem ferir a autonomia dos estados”, afirmou Lula.
“Não precisamos de genocídio para enfrentar o banditismo; investir em inteligência e colocar as pessoas certas nos lugares certos é a melhor forma de combater o crime”, acrescentou.
A proposta, elaborada pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, está em análise na Câmara dos Deputados e será votada nesta quarta-feira (10).
O texto amplia os poderes das forças de segurança federais, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), e fortalece a atuação do governo central em articulação com estados e municípios.
Durante o discurso, Lula também relatou uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2 de dezembro, para tratar de cooperação no combate ao crime organizado internacional.
Sem citar nomes, Lula mencionou o empresário Ricardo Magro, do Grupo Refit, alvo de investigação por sonegação e fraudes na importação de combustíveis, e sugeriu que Washington ajudasse na prisão.
