O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (07) que não descarta uma “atitude mais drástica” para controlar o preço dos alimentos no país. A fala foi feita durante um evento em Minas Gerais (MG), onde participou da entrega de lotes a famílias acampadas em 138 assentamentos rurais do programa Terra da Gente.
“Eu agora estou preocupado com o preço dos alimentos. Estou muito preocupado”, disse o petista no evento, que contou com a presença de João Pedro Stédile, fundador do MST. “Estamos fazendo muito. Ontem [quinta] foi feito uma reunião no Palácio com muitos ministros, muitos empresários, já tomamos algumas medidas”.
Durante discurso, Lula ainda afirmou que quer encontrar uma explicação para o preço do ovo, que para o presidente está “saindo do controle”. “Galinha não está cobrando caro”, disse o petista. “Eu agora estou preocupado com o preço dos alimentos. Estamos fazendo muito, ontem foi feita uma reunião no Palácio com muitos ministros, muito empresários. Já tomamos algumas medidas, mas eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo. Galinha não está cobrando caro. Eu ainda não encontrei uma galinha para pedir aumento do ovo, a coitadinha sofre, ainda canta quando põe ovo, mas o ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação, e eu estou atrás, porque eu gosto de ovo, como dois ovos por dia”.
“Eu quero que vocês saibam que preço do café está muito caro para o consumidor, o preço do ovo está muito caro, o peço do milho está caro e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer encontrar uma solução pacífica, sem nada. Mas, se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar atitude mais drástica porque o que interessa é levar a comida barata para a mesa do povo brasileiro”, afirmou o petista.
Ontem (06), em meio à queda drástica na aprovação de Lula, o governo federal anunciou medidas para tentar reduzir o preço dos alimentos. São elas:
- Zerar a alíquota de importação de 10 produtos, incluindo café, milho, azeite, óleos de girassol e palma, biscoitos, massas, açúcar, sardinha e carnes.
- Ampliar o número de municípios com Sisbi (Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal), que fiscaliza o abate de animais, passando de 1.500 para 3.000 cidades no país.
- Priorizar o financiamento de alimentos no Plano Safra.
- Negociar com governadores para reduzir o ICMS sobre produtos da cesta básica, que já têm alíquota zerada em nível federal.
- Fortalecer os estoques reguladores de alimentos.
- Lançar um programa de publicidade para divulgar os melhores preços ao consumidor.
Por atitude “mais drástica”, leia-se congelamento de preços e fiscais do Sarney.
