BNDES aprovou R$ 4 bilhões, enquanto pedidos somam R$ 6,7 bilhões
O governo prometeu, mas não entregou. O Plano Brasil Soberano, criado para socorrer a indústria depois que os Estados Unidos aumentaram em 50% as tarifas sobre produtos brasileiros, ainda está muito longe do que foi anunciado com tanto alarde.
De acordo com dados do BNDES, o programa recebeu 354 pedidos de crédito, somando R$ 6,7 bilhões. Mas, até o dia 9 de outubro, só 273 operações foram aprovadas, e o valor liberado não passou de R$ 4 bilhões, pouco mais de 10% do que o governo dizia que colocaria à disposição.
A maior parte desse dinheiro, cerca de R$ 3,4 bilhões, foi para a indústria.
Agropecuária recebeu R$ 265 milhões, comércio e serviços R$ 264 milhões e indústria extrativa R$ 50 milhões.
Demanda alta e liberação lenta
A demanda total estimada chega a R$ 14,5 bilhões, enquanto o programa prevê R$ 40 bilhões em crédito, a maior parte via Fundo Garantidor de Exportações (FGE). A liberação ainda é lenta, prejudicando exportadores que enfrentam tarifas elevadas.
Para acessar o crédito, empresas devem ter ao menos 5% do faturamento proveniente de exportações aos EUA. Exportadoras com mais de 20% da receita no país têm prioridade.
O BNDES oferece duas linhas principais:
- Giro Emergencial: juros de 1,15% ao mês, prazo de cinco anos;
- Giro Diversificação: juros de 0,29% ao mês + variação cambial, prazo de sete anos.
