Lula sanciona lei de pagamento extra para servidores do INSS
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Lula sanciona lei de pagamento extra para servidores do INSS

Fila em agência do INSS

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Por Isac Mascarenhas

Funcionários poderão receber até R$ 18 mil extra

O presidente Lula sancionou nesta quarta-feira (10) a Lei nº 15.201, de 9 de setembro de 2025, que institui o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). A medida, que teve origem em uma Medida Provisória (MP) e foi aprovada pelo Senado em agosto, visa acelerar a análise de processos e reduzir as longas filas de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e no Ministério da Previdência Social.

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O PGB tem como objetivo principal viabilizar a realização de reavaliações e revisões de benefícios previdenciários e assistenciais, especialmente aqueles cujo prazo de análise tenha superado 45 dias ou que estejam com prazo judicial expirado.

O programa também abrangerá as avaliações sociais que compõem a avaliação biopsicossocial do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os serviços médico-periciais, incluindo perícias em locais com ausência de atendimento e análises de documentos fora do horário regular.

Para incentivar a participação dos servidores, o programa prevê o pagamento de bônus por desempenho. Servidores da carreira do INSS poderão receber o Pagamento Extraordinário do Programa de Gerenciamento de Benefícios (PEPGB-INSS), no valor de R$ 68 por processo revisado.

Já os Peritos Médicos Federais, Supervisores Médico-Periciais e Peritos Médicos da Previdência Social receberão o Pagamento Extraordinário do Programa de Gerenciamento de Benefícios da Perícia Médica Federal (PEPGB-PMF), no valor de R$ 75 por processo.

Esses valores são classificados como verbas indenizatórias e não se incorporam ao salário, nem contam para aposentadoria ou servem de base para o cálculo de outros benefícios ou vantagens. O teto de recebimento por servidor é de R$ 17.136 por ano para o grupo do INSS e R$ 18.900 para o grupo de peritos, limitado ao teto do funcionalismo público de R$ 46.366,19.

Com um orçamento inicial de R$ 200 milhões para 2025, o PGB terá duração de 12 meses a partir de abril, com possibilidade de prorrogação única até 31 de dezembro de 2026. A participação é voluntária e não poderá comprometer o atendimento cotidiano nas agências.

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN), relatora da proposta no Congresso, incluiu emendas do Executivo que preveem a divulgação periódica de metas e resultados em portais oficiais, garantindo a transparência do programa.

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