O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta segunda-feira, 12, do encerramento do Fórum Empresarial Brasil-China, em Pequim. Durante o evento, Lula exaltou os investimentos chineses no Brasil e afirmou que a revolução de 1949 elevou a qualidade de vida na China, motivo pelo qual a elogiou publicamente.
Lula disse que seu governo promoveu modernizações regulatórias, criou incentivos à inovação e reforçou parcerias com o setor privado. Também mencionou a reforma tributária, que, segundo ele, facilitará a entrada de capital estrangeiro no país.
Diante de empresários brasileiros e chineses, Lula declarou que o Brasil oferece estabilidade fiscal, econômica, política e social. Disse que esses quatro pilares garantem previsibilidade aos investidores e sustentam sua estratégia para atrair negócios internacionais.
O presidente defendeu que governar deve ter como objetivo melhorar a vida da população.
“A única razão pela qual vale a pena alguém querer governar uma cidade, um Estado ou um país é medir a qualidade de vida que seu povo terá ao fim do mandato do presidente da República”, disse.
Lula também comparou sua eleição à revolução comunista de 1949 — que implantou o regime ditatorial liderado por Mao Tsé-Tung, responsável por mais de 50 milhões de mortos. Para ele, os dois eventos mostram que “um governo com compromissos sociais” pode melhorar a vida da população.
“A única razão pela qual acredito que valeu a pena a revolução chinesa de 1949 – e o que valeu às nossas eleições no Brasil – é provar que, quando um governo tem compromissos sociais e não esquece as origens daqueles que chegaram ao poder, que querem governar para todos, as coisas melhoram”, afirmou.
Lula voltou a citar o crescimento de 7,5% do PIB em 2010, último ano de seu segundo mandato, e disse que o país só voltou a crescer com sua volta ao Planalto. A declaração destoa com dados recentes: embora o Brasil tenha crescido em 2023, analistas apontam incertezas fiscais, desconfiança do mercado e insegurança jurídica provocada por decisões do Executivo e do STF.
Em 2023, durante entrevista em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abordou as acusações de violações de direitos humanos na China, como a repressão aos uigures e a perseguição a ativistas em Hong Kong. Ele defendeu a autodeterminação dos povos e destacou que a China “encontrou um jeito de resolver seus problemas”.
