Opositores apontam uso político do evento
O presidente Lula participou, neste domingo (28), da Corrida e Caminhada MEC 95 anos, realizada na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Em discurso, o petista voltou a afirmar que a educação é o caminho para a “soberania nacional”.
Lula destacou que a educação, “da creche à universidade”, é a chave para garantir que “ninguém mais dê palpite sobre o Brasil”. O presidente premiou os vencedores das categorias da corrida e dedicou a todos os profissionais da educação. Também afirmou que a atividade simboliza uma “caminhada pela soberania educacional”.
Durante o evento, Lula fez referência indireta a manifestações de adversários, ao afirmar que sua atividade “não tem motociata, não tem pornochanchada, tem caminhada com educadores”. Os ministros Camilo Santana (Educação), Fernando Haddad (Fazenda) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além da Primeira Dama, Janja Lula, acompanharam o presidente. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o dirigente partidário Edinho Silva também estiveram presentes.
Oposição apontou falhas no sistema educacional e fraqueza política do presidente
A participação de Lula foi alvo de críticas nas redes sociais. O vereador Rubinho Nunes (PL-SP) classificou o evento como “propaganda eleitoral antecipada travestida de caminhada”, e questionou o uso da estrutura pública.

Já Marina Helena (Novo) afirmou que Lula tenta “esconder fracassos do governo com atos festivos”, apontando que “educação de qualidade não se faz com corrida, mas com gestão responsável”.

A segundo informações divulgadas pela assessoria do Governo, o evento teve 6 mil pessoas inscritas.
