Em visita a Belo Horizonte, o presidente afirmou que a “extrema-direita” mantém força no Parlamento e pediu engajamento das periferias na defesa do governo e da democracia
Durante agenda em Belo Horizonte nesta quinta-feira (4), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que há “risco de anistia aos condenados” pelos atos de 8 de janeiro de 2023 caso o tema seja votado no Congresso Nacional.
“Se for votar no Congresso, nós corremos o risco da anistia, porque o Congresso, vocês sabem, não é um Congresso eleito pela periferia. O Congresso tem ajudado o governo, aprovou quase tudo que o governo queria, mas a extrema-direita tem muita força ainda”, disse Lula em encontro com comunicadores e ativistas do Aglomerado da Serra. A conversa foi transmitida pelas redes sociais do presidente.
O petista ressaltou ainda que o Parlamento não representa as comunidades mais pobres e pediu que as periferias defendam as ações do governo federal e a soberania nacional. A primeira-dama Rosângela Silva, a Janja, e ministros participaram da agenda.
Para Pacheco, democracia “foi vilipendiada”
No mesmo evento, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que o país vive uma luta pela soberania. “Pouco importa se estão caçando vistos americanos de autoridades, o que importa é termos nossa cidadania preservada para defender o nosso país”, declarou.
Sem citar nomes, Pacheco classificou os atos de 8 de janeiro como uma tentativa de golpe para impedir a posse de Lula. “Nada é mais importante que a defesa da democracia que foi atacada, vilipendiada, tentaram dar um golpe neste país e o povo brasileiro disse ‘não’ elegendo Lula”, concluiu.
