O presidente Lula (PT) concentrou ao menos R$ 403,2 bilhões em gastos com programas sociais e medidas econômicas para 2026, ano em que tentará a reeleição, em uma ofensiva para tentar reverter a sua queda de popularidade. A informação é do site Poder360.
O pacote petista reúne ações voltadas a diferentes públicos (da população de baixa renda à classe média e ao setor empresarial) e retoma programas que marcaram seus governos anteriores: o Bolsa Família lidera, com R$ 158,6 bilhões, seguido pelo Farmácia Popular (R$ 6 bilhões) e pelo Gás do Povo (R$ 4,7 bilhões).
Para a classe média, Lula (PT) ampliou programas habitacionais como o Minha Casa, Minha Vida e o Reforma Casa Brasil. Já para o setor produtivo, aposta em crédito e incentivos por meio de iniciativas como a Nova Indústria Brasil e o Brasil Soberano.
O alcance das medidas petistas é amplo: 27 milhões de pessoas no Farmácia Popular, 19,9 milhões de famílias no Bolsa Família e 16 milhões beneficiados pela nova faixa de isenção do Imposto de Renda. Também entram no pacote 15 milhões no Gás do Povo, 14,1 milhões com liberação do FGTS e 4 milhões no programa Pé-de-Meia.
No entanto, apesar da escala bilionária do petista, o impacto político ainda não apareceu: um exemplo é a ampliação da isenção do Imposto de Renda, que era a principal aposta de Lula. Ela entrou em vigor em fevereiro e atingiu cerca de 16 milhões de brasileiros, mas não alterou o cenário de desgaste.
Pesquisa PoderData divulgada na semana passada mostra que a desaprovação a Lula subiu para 61%, o maior patamar desde março de 2024. Já a avaliação negativa (“ruim” ou “péssimo”) do trabalho do petista chegou a 51%, alta de sete pontos percentuais em relação a janeiro.
