Para analista, Centrão não tem interesse em tornar Bolsonaro elegível, mas precisa dele como apoio eleitoral
Durante a participação no programa ALive desta quinta-feira (18) o diretor de operações do Ranking dos Políticos Luan Sperandio avaliou que a oposição ainda passa por um “processo de aprendizagem”, enfrentando parlamentares experientes em Brasília que usam manobras para manter o controle político.
Segundo Sperandio, a anistia só pode avançar com o apoio do Centrão, mas esse grupo não tem interesse em devolver a elegibilidade a Jair Bolsonaro.
“O Centrão que tem candidatos a governos estaduais, que tem inclusive presidenciáveis, é importante ter Jair Bolsonaro não como um competidor, mas como um incentivador. Afinal Jair Bolsonaro é o eleitor mais importante do Brasil hoje, porque o apoio dele a um presidenciável faz com que esse nome comece com um piso aí da ordem de pelo menos 30%”, afirmou.
Para ele, a discussão sobre anistia e sobre um eventual impeachment de ministros do STF obedece a uma lógica de incentivos marcada pelo peso do bolsonarismo e pelo desgaste da Corte.
Ele criticou ainda a forma como o STF vem lidando com articulações políticas em torno da anistia, citando o caso do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O deputado petista Rui Falcão acionou a Corte contra Tarcísio por atuar nos bastidores a favor da proposta.
“Você pode ter Tarcísio de Freitas respondendo o inquérito, porque ele se reuniu com alguns parlamentares para opinar em relação ao encaminhamento de um projeto legislativo. Isso é um absurdo. E por que só Tarcísio? E os prefeitos que vêm a Brasília pressionar por seus interesses? E os outros governadores?”, questionou.
Sperandio afirmou que Tarcísio tem se consolidado como o principal presidenciável competitivo contra Lula, mas essa movimentação tem um preço político.
“A rejeição dele estava em 31 pontos e foi a 40 em um espaço de 6, 7 meses, especialmente nos movimentos que vimos nas últimas duas semanas”, observou.
Assista ao programa:
