Conselho de Ética avaliará ação sobre quebra de decoro de Eduardo na terça-feira Conselho de Ética da Câmara inicia processo contra Eduardo Bolsonaro, acusado de quebra de decoro por lobby nos EUA. Cassação pode ser avaliada.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Conselho de Ética avaliará ação sobre quebra de decoro de Eduardo na terça-feira

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Por Redação

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instalará na próxima terça-feira (23) um processo por quebra de decoro contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a partir de uma representação apresentada em julho pelo líder do PT na Casa, Lindbergh Farias (RJ). Na reunião será escolhido o relator do caso.

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Lindbergh acusa o parlamentar de condutas incompatíveis com o mandato. Eduardo está nos Estados Unidos desde fevereiro, e recentemente se tornou líder da Minoria na Câmara, assumindo o lugar da deputada Caroline de Toni.

Segundo Lindbergh, Eduardo atua em defesa de sanções contra autoridades brasileiras, em especial ministros do STF, o que, segundo o petista, representaria atentado à soberania nacional e tentativa de desestabilizar instituições.

O movimento ganhou repercussão internacional depois que o governo de Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e aplicou sanções contra ministros do Supremo, justificando as medidas como resposta à perseguição judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

O processo contra Eduardo é um dos quatro pedidos de cassação que tramitam no colegiado e foram enviados pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em agosto. Todos tratam de manifestações ou ações do deputado apontadas como ofensivas à ordem constitucional. Se avançar, a investigação poderá levar à perda de mandato, como prevê o artigo 55 da Constituição.

Na mesma sessão, o Conselho de Ética ouvirá testemunhas no processo contra o deputado Gilvan da Federal (PL-ES), alvo de representação da Mesa Diretora por declarações contra a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). O caso tramita desde julho.

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